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Fabrício Reis

CONGAS, TIMBALES, CAJON, CANDOMBE

CONGAS (TUMBADORAS) E TIMBALE

Ritmos: Son, Montuno, Mambo, Cha-cha-cha, Pilón, Songo, Moçambique, Conga de comparsa, Plena, Bomba, Merengue, Guaguancó, Rumba Matanzas, Guarapachangueo, Yambú.

Ritmos 6×8: Columbia, Columbia de Santiago, Bembé.

Ritmos de Batá adaptados às congas: Obatalá, Iyesá, Chachalokafun, Elegua, Obaloke, Tui-tui de Oyá e Ñongo.

Técnica do instrumento: Manoteo, sons e rudimentos.

A tumbadora conga é um instrumento de origem cubana com antecedentes nos tambores de barril cravado, nogma e makuta, da etnia congo-Bantú, que foram trazidos por escravos africanos.

A história desse instrumento é bastante recente, alguns modelos primitivos foram aparecendo isoladamente a meados do sec. XIX, e logo, nas primeiras décadas do sec. XX começou a se estabelecer o seu uso na rumba e em outros gêneros populares cubanos. A palavra “tumbadora” tem origem na expressão de origem africana “tumba”, que significa tambor.

A clave é o elemento mais importante e complexo de todos os aspectos que constituem os diferentes ritmos afro-latinos. O conceito de ritmo na clave tem sua origem na África, e suas diferentes variações são escutadas em muitos ritmos latino-americanos que tiveram influência da música africana. Contudo é na música cubana folclórica e popular que a clave adquire uma particular relevância.

(fragmentos retirados do Livro “Congas e Tumbadoras” do autor Sergio Tulbovitz).

CAJON

Ritmos originários do instrumento (Peru), ritmos latino-americanos e brasileiros adaptados ao cajón. Técnica do instrumento.

O Cajón foi concebido no Peru, criado pelo negros escravos durante a colonização espanhola, devido à proibição que pesava sobre eles para executar seu tambor. O uso dos tambores foi proibido pela Igreja Católica por considerá-los pagãos e pelo Vice-Reino do Peru com o fim de evitar a comunicação a distância entre negros (tambores parlantes) e evitar que tocassem o panalivio, um tipo de canção negra que mostrava em lamentos suas condições de escravo: todo tambor achado, foi queimado. Para 1813 desaparece toda a referência do tambor em documentos do Vice-Reino e aparece para 1850 as primeiras referências ao cajón como instrumento musical.

Sendo a percussão o elemento principal e divino de toda a música africana, os negros escravos viram-se obrigados a procurar instrumentos, com os que pudessem se expressar. Os africanos escravos, viram cedo, nos cajones (caixas) de madeira, usados para transportar mercadoria, um grande instrumento de percussão, empregando-os assim em seus rituais sagrados e em suas diferentes manifestações artísticas.

CANDOMBE

Candombe é um ritmo uruguaio de raízes africanas. Uruguai, com população aproximada de 3.5 milhões de habitantes, é um pequeno país localizado na América do Sul. O ritmo chegou ao Uruguai graças aos escravos -levados da África-, e continua sendo ouvido nas ruas, nos becos e nos carnavais deste país.

O Candombe é a sobrevivência do acervo ancestral africano da raiz Bantú trazidos pelos negros chegados ao Rio de la Plata. O termo é genérico para todos os bailes de negros: sinônimo de dança negra, e evocação do ritual da raça negra. O espirito musical conta dos lamentos dos escravos desafortunados, que contra a própria vontade foram levados para a América do Sul, para serem vendidos e submetidos a humilhações e duras tarefas. Eram almas sofridas, sob inconsolável nostalgia da terra natal. Na época da colônia, os africanos recém-chegados chamavam seus tambores de tangó, e também usavam tangó para denominar o lugar onde realizavam suas danças candomberas. Com a palavra tangó designava-se o lugar, o instrumento e a dança dos negros.

O ritmo do Candombe foi criado para o uso de três tambores, piano, chico e repique. Quando este três tambores “levantan presión” -esquentam-, se ouve algo único, que provavelmente nunca se ouvira antes. (www.candombe.com)

Programa da Oficina:

1 – Claves e Madeiras;
2 – Toques Básicos de cada tambor e suas variantes;
3 – Arranques, cortes e conversa entre tambores;
4 – Toques : Cuareim e Ansina.
5 – Improvisação e linguagem;
6 – Candombe em congas.

2015/02/20

 

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